Tristeza no Esporte
Aos 77 anos, morreu nesta segunda-feira o treinador Ary Vidal, que marcou seu nome à frente da seleção masculina de basquete. Ele estava internado desde o final de outubro no Rio de Janeiro, com quadro de insuficiência renal e respiratória. Vidal começou a carreira como técnico do Tijuca Tênis Clube. Na seleção masculina foram 124 jogos com 92 vitórias, ao longo de 16 competições. Também treinou a equipe feminina em 12 partidas.
A maior conquista foi em Indianápolis, na final dos Jogos Pan-Americanos de 1987, quando além de ganhar a medalha de ouro, o Brasil impôs a primeira derrota a uma seleção dos Estados Unidos em território norte-americano. Também levou o Brasil à medalha de bronze no Mundial de 78, nas Filipinas. A última vez em que o país subiu ao pódio na competição masculina.
Ary Vidal ainda era o treinador da penúltima participação do Brasil em Olimpiadas. Sob o seu comando, o time masculino terminou em quinto lugar em 1996, em Atlanta (EUA). Como econhecimento de sua importância para o basquete brasileiro, o NBB entrega ao melhor técnico da temporada um troféu com o nome de Ary Vidal.
Carlos Nunes, presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), lamentou a morte do treinador.
- (Seu) legado é insuperável, o professor Ary foi um técnico consagrado, que trouxe só glórias, não só para a seleção brasileira, como também para as equipes que ele dirigiu. É uma perda irreparável - afirmou o dirigente, que ainda lembrou o título nos Estados Unidos.
- A principal conquista foi no Pan-Americano, que foi um marco, o início para essa renovação que houve no basquete, na superação que o basquete teve nesse tempo. Ary Vidal foi um técnico que vai nos deixar uma lacuna muito grande, dada a sua competência, seu carisma e, principalmente, sua visão do basquete. Realmente é uma perda irreparável - ressaltou Carlos Nunes, que ainda confirmou uma homenagem por parte da entidade.
Fonte http://sportv.globo.com

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