quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Lei de Incentivo ao Esporte

 Foto: Pedro Revillion


ESPORTE GAÚCHO GANHA NOVO ALIADO.

A partir de agora, o esporte gaúcho passa a viver uma nova realidade. Está em vigor a Lei de Incentivo ao Esporte do Rio Grande do Sul. O anúncio foi feito pelo secretário estadual do Esporte e do Lazer, Kalil Sehbe, idealizador da lei. "Este é um momento histórico, e os esportistas gaúchos têm muito a comemorar. Tenho certeza que a lei vai ser um fator de propulsão para o esporte no nosso Estado", salientou.

O Decreto nº 49.770, que regulamenta o Programa de Incentivo ao Esporte (Pró-esporte/RS)  - publicado no Diário Oficial do Estado no último dia 1º -, estabelece a aplicação de recursos financeiros em projetos de fomento a práticas esportivas formais e não formais e ao desenvolvimento do esporte em suas diversas modalidades. Os recursos virão de até 0,5% do ICMS a pagar por empresas.

Os valores serão aplicados diretamente no apoio a atletas, na realização de eventos e na qualificação e ampliação da infra-estrutura esportiva do Estado. Além disso, 25% do valor de cada projeto será destinado ao Fundo Estadual de Incentivo do Esporte, responsável por apoiar políticas públicas de esporte e lazer. Os recursos poderão passar de R$ 50 milhões em 2013.

Recursos beneficiarão todas as modalidades
Segundo Kalil, a lei beneficiará o esporte nos níveis educacional e de participação e inclusão social, mas, em especial, apoiará o surgimento de atletas e equipes para o alto rendimento. "Nós voltaremos a ser protagonistas e referência no cenário esportivo nacional e internacional", afirmou o secretário. 

As entidades, associações e federações esportivas poderão apresentar projetos para a secretaria, que serão analisados por uma câmara técnica formada por representantes de diferentes órgãos, como Conselho Regional de Educação Física, federações esportivas e  para-desportivas, além de  órgãos do Governo do Estado, como a Secretaria da Educação e a Fundergs.

"Temos recursos que são repassados a entidades esportivas e prefeituras mediante convênios e isso já vem sendo praticado pela Fundergs. A Lei vai trabalhar nessa mesma sistemática e ampliar a base para desenvolver o esporte no Rio Grande do Sul", ressaltou a presidente da Fundação de Esporte e Lazer do RS (Fundergs), Renita Dametto. 

Investimento nas categorias de base 
Participaram do ato de anúncio do programa, atletas, ex-atletas, técnicos e dirigentes de entidades esportivas do Rio Grande do Sul. Campeão Olímpico em 1992, o ex-jogador e agora técnico de vôlei Paulão, salientou a importância do novo incentivo. "A lei vai, como principal consequência, proporcionar o investimento nas categorias de base dos clubes e associações, permitindo formar novos atletas de alto rendimento", salientou Paulão.
"A lei vem suprir uma demanda dos municípios que muitas vezes não têm orçamento. É um alento e um incentivo para o esporte amador do Interior", lembrou o membro do Conselho Estadual do Esporte do RS e técnico da seleção brasileira sub-18 de handebol, Gabriel Citton. "No Brasil, nós temos a Lei Agnelo Piva, aqui no Rio Grande do Sul nós podemos dizer que temos agora a Lei Kalil", completou.
Para o presidente da Sogipa Nelson Bechlin Wulff, a lei colaborará para a manutenção dos atletas nos clubes e abre novas oportunidades. "Nós vamos conseguir, com isso, melhorar ainda mais o desempenho da Sogipa", disse o dirigente, acompanhado do medalhista olímpico em Londres 2012, o judoca da Sogipa Filipe Kitadai, e da também atleta olímpica do judô sogipano Maria Portela.

Rugby - San Diego RC


O Música no Esporte, entrevistou Erick Rist, diretor do San Diego Rugby Clube, que fez suas ponderações sobre os projetos que o Clube tem para 2013, ano para entrar com o pé direito, palavras de Erick e das dificuldades que o Clube enfrentou durante 2012 mas que superadas pela união de seus dirigentes dão mostras da união deste Clube.

ME - Como é dirigir um clube de rugby que lida muito firmemente com a paixão dos seus praticantes?  

ER - Torna-se fácil pelo amor e a ajuda incondicional deles, isso faz com que nos motivamos ainda mais a trabalhar para fazer de tudo pelo sorriso dentro e fora de campo. 

ME - Um esporte que tem tantos valores sempre tão enaltecidos, passar isso as categorias de base e ao mesmo tempo colocar a meninada para correr, como é isso?

 ER - O entender e o ensinar está muito próximos, nós por sermos um pouco mais velhos que eles já passamos por algumas coisas e podemos ensinar muito com isso, eles escutam muito, tem suas próprias opiniões, as dividimos sempre, mas o grande diferencial do San Diego é a amizade dentro e fora de campo que faz desse clube uma grande família pra cada um.

ME - Hoje o San Diego se vale de algum projeto para as categorias de base?

ER - Estamos trabalhando forte nisso, tentando trazes sempre mais adeptos do esporte, crianças para conhecer, se divertir e o fundamental, brincar e aprender. São eles que vão levar o nome à diante.

 ME - Terminando o ano de 2012, o que fica de ensinamento do ano que termina? E já projeta o ano de 2013, e quais seriam as metas para o ano que vem?

 ER - Tivemos um ano bem conturbado com eleições, nova presidência e direção, passamos por muitos problemas durante o ano, que chegou a ter seis atletas treinando, isso pra nós foi uma coisa muito forte, mas com ajuda de grandes conselheiros que temos, conseguimos nos estabilizar e reerguer novamente chegando a ter mais de 60 atletas treinando no mesmo campo. Estamos com vários projetos em andamento até mesmo, período de descanso será dado aos atletas, pois todos merecem, mas eles também sabem que o ano que vem sugaremos resultados deles, pois estamos preparando uma estruturo igual ou melhor do que a dos anos que fomos campeões iremos com o pé direito para 2013. 

 ME - Sabemos que para o próximo ano a FGR vem com algumas novidades onde a exposição do Rugby deve se bem mais abrangente, o Clube está projetando se valer desta condição na intenção de novos patrocínios?

ER - O clube sempre espera ter um apoio, não vemos como patrocínio, pois preferimos apoiadores e parceiros, como a Integal Médica, Sinval Transportes, Medicar, Unisinos entre outros, que são grandes parceiros. Queremos sim que isso aumente cada vez mais, pois conseguimos ter uma grande visibilidade ainda no Brasil e na América Latina, somos convidados seguidamente a fazermos amistosos fora do Brasil e assim levando o nome dos nossos parceiros sempre junto conosco. 

ME - Pela mídia tem notícias de intercâmbios favorecendo o maior desenvolvimento do Rugby, como o San Diego vem usufruindo deste expediente? 

ER - Temos vários jogadores que estão fora do Brasil e seguidamente entramos em contato para trocar idéias e experiência. Temos três atletas na Austrália, dois na Argentina e outro na África do Sul, como eles falam, o aprendizado é maravilhoso porem, jogar com os amigos é melhor ainda. Vamo-nos aprimorando com novas culturas que eles sempre nos trazem.