segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Marcelo Toscano - Gerente de Arbitragem


Ola, bom dia!

O Música no Esporte através da assessoria de comunicação da CBRU entrevistou o argentino Sr. Marcelo Toscano novo gerente de arbitragem contratado pela Confederação Brasileira de Rugby, com o intuito de elevar o nível técnico dos árbitros nacionais, encaminhamos as seguintes questões a ele:

ME - Como o Sr. Marcelo Toscano, vê o nível da arbitragem brasileira?

MT - O primeiro objetivo de meu trabalho na CBRu será identificar onde estamos parados em matéria de arbitragem. Brasil tem alguns representantes de nível que tiveram participação a nível sul americano.  Parte deste desafio será levá-los ainda mais acima. Sem dúvida o desafio será levar à arbitragem de rugby de Brasil, ao mesmo lugar que o que se está realizando com o jogo. O desafio é grande, a dirigencia da CBRu tem muito claro para onde quer ir, e a arbitragem não é nem será a exceção.

ME - Recentemente tivemos um arbitro gaúcho o Sr. Ricardo Santanna, que trabalhou na Venezuela, e ficou muito feliz com a oportunidade recebida, de que modo o senhor vê essas oportunidades de intercâmbio, uma vez que atuar fora do Brasil sempre vai trazer mais experiência, aos nossos árbitros?

MT - Ricardo é um dos árbitros com maior futuro em Brasil. E a oportunidade que ele teve em Venezuela, não é a única que estão tendo os árbitros brasileiros. Henrique Platais da FFR esteve recentemente em Córdoba (Argentina) para o Sul-Americano "A,” e isso apesar de que Brasil não jogava esse torneio. Também teve uma grande quantidade de intercâmbios com Uruguai e Argentina, e estou completamente seguro que arbitrar um nível de jogo mais desenvolvido repercute no nível de desenvolvimento dos árbitros. Buscaremos afiançar o trabalho que se vem realizando neste aspecto, e incrementaremos na medida em que os recursos no-lo permitam. 

ME - Como gestor de arbitragem pretende viajar e conhecer mais de perto os pólos em crescimento, dando um maior acompanhamento?

MT - Dêem por fato que pretendo conhecer a cada um dos rincões onde exista a possibilidade de desenvolver a arbitragem. Brasil é um país muito grande, e sem dúvida não será uma tarefa fácil, mas conto com o apoio dos dirigentes da CBRu para conseguir este cometido. Só como exemplo, o próximo fim de semana estarei visitando Manaus durante um torneio de seven ao que fui convidado a participar. Em meus sete anos de trabalho na UAR, posso gabar-me de ter trabalhado em todas e a cada uma das províncias (estados) argentinos, em coordenação com as Uniões provinciais (federações estaduais). O trabalho de coordenação aqui, sem dúvida, será fundamental para conseguir avançar todos em conjunto, para que o crescimento da arbitragem seja equilibrada. Tenho estado em RS três vezes já neste ano, e estou ao tanto da situação da arbitragem no âmbito da FGR. O dantes possível estarei em contato com suas autoridades para mostrar-lhes o plano que a CBRu tem para desenvolver a arbitragem em Brasil.

ME - Em quanto tempo espera implantar um programa de alto rendimento?

MT - Já se está trabalhando num Plano de Alto Rendimento para a arbitragem também, que irá da mão com o Alto Rendimento do Jogo. Minha idéia é que quanta mais gente participe em sua preparação, a mais gente abarcará o mesmo. Uma vez que se apresente ao Conselho Diretivo da CBRu e seja aprovado, se comunicará às Federações Estaduais.

ME - Como o senhor recebeu o convite para ser gerente de arbitragem da CBRU?

MT - A CBRu comportou-se em forma muito profissional neste ponto. Chamou a Concurso de antecedentes, sei que se apresentaram muitos candidatos interessantes, e finalmente, se decidiram por mim. É um bom momento para agradecer a confiança depositada em mim por parte do Conselho da CBRu. Espero estar à altura das circunstâncias. 

O Música no Esporte desde já deseja muito sucesso no seu trabalho e agradecemos ao senhor e a assessoria de comunicação da CBRu na pessoa da Andressa Rufino que muito gentilmente nos atendeu, gratos.