Foto: Dani Mayer/Divulgação
O post
Modelo Paranaense, publicado aqui em outubro, apresentou um “case” a ser seguido e, mesmo que não seja possível viabilizar projetos semelhantes em todos os clubes do Brasil, pode ao menos indicar o caminho para um futuro sustentável.
Outro exemplo paranaense que especialmente as federações podem seguir refere-se à divulgação de eventos. Antes e após a última etapa do Circuito Paranaense de Sevens e da Copa Renault, realizadas simultaneamente no último final de semana, em Curitiba, o clube organizador mostrou ser uma exceção à regra nesse contexto, com alguns serviços básicos, mas que na maioria das vezes não são considerados relevantes pelos promotores de competições, o que ajuda a tornar o esporte órfão de divulgação nos sites, jornais e demais meios de comunicação.
O Curitiba preparou releases à imprensa, tabela atualizada de jogos – antes, durante e depois do evento – transmitiu partidas pelas redes sociais e cedeu fotos para divulgação.
Essa organização e sobretudo preocupação dos paranaenses em mostrar o evento explicam em parte o fato de terem viabilizado transmissão dos jogos finais do torneio pela televisão local. A maioria das federações e clubes demora dias, às vezes semanas para divulgar resultados das partidas. Outros sequer fazem e, no final, ainda cobram os meios de comunicação por considerarem que estes estão dando as costas para a modalidade.
O exemplo do Curitiba não é caro, está longe de exigir um grande investimento. O crescimento do esporte no país não passa somente por grandes vitórias dentro de campo, mas também pela preocupação dos clubes em mostrar a modalidade. Se o esporte não é visto, obstrui a viabilização de patrocinadores e outros tantos fatores necessários para que o rúgbi siga crescendo no país.
Fonte: Terceiro Tempo