Ola, bom dia!
O Música no Esporte através da assessoria de comunicação da CBRU entrevistou o argentino Sr. Marcelo Toscano novo gerente de arbitragem contratado pela Confederação Brasileira de Rugby, com o intuito de elevar o nível técnico dos árbitros nacionais, encaminhamos as seguintes questões a ele:
ME - Como o Sr. Marcelo Toscano, vê o nível da arbitragem brasileira?
MT - O primeiro objetivo de meu trabalho na CBRu será identificar onde estamos parados em matéria de arbitragem. Brasil tem alguns representantes de nível que tiveram participação a nível sul americano. Parte deste desafio será levá-los ainda mais acima. Sem dúvida o desafio será levar à arbitragem de rugby de Brasil, ao mesmo lugar que o que se está realizando com o jogo. O desafio é grande, a dirigencia da CBRu tem muito claro para onde quer ir, e a arbitragem não é nem será a exceção.
ME - Recentemente tivemos um arbitro gaúcho o Sr. Ricardo Santanna, que trabalhou na Venezuela, e ficou muito feliz com a oportunidade recebida, de que modo o senhor vê essas oportunidades de intercâmbio, uma vez que atuar fora do Brasil sempre vai trazer mais experiência, aos nossos árbitros?
MT - Ricardo é um dos árbitros com maior
futuro em Brasil. E a oportunidade que ele teve em Venezuela, não é a única que
estão tendo os árbitros brasileiros. Henrique Platais da FFR esteve
recentemente em Córdoba (Argentina) para o Sul-Americano "A,” e
isso apesar de que Brasil não jogava esse torneio. Também teve uma grande
quantidade de intercâmbios com Uruguai e Argentina, e estou completamente
seguro que arbitrar um nível de jogo mais desenvolvido repercute no nível de
desenvolvimento dos árbitros. Buscaremos afiançar o trabalho que se
vem realizando neste aspecto, e incrementaremos na medida em que os recursos no-lo
permitam.
ME - Como
gestor de arbitragem pretende viajar e conhecer mais de perto os pólos em
crescimento, dando um maior acompanhamento?
MT - Dêem por fato que pretendo conhecer a cada um
dos rincões onde exista a possibilidade de desenvolver a arbitragem. Brasil é
um país muito grande, e sem dúvida não será uma tarefa fácil, mas conto com o
apoio dos dirigentes da CBRu para conseguir este cometido. Só como exemplo, o
próximo fim de semana estarei visitando Manaus durante um torneio de seven
ao que fui convidado a participar. Em meus sete anos de trabalho na UAR, posso
gabar-me de ter trabalhado em todas e a cada uma das províncias (estados) argentinos,
em coordenação com as Uniões provinciais (federações estaduais). O trabalho de
coordenação aqui, sem dúvida, será fundamental para conseguir avançar todos
em conjunto, para que o crescimento da arbitragem seja equilibrada. Tenho
estado em RS três vezes já neste ano, e estou ao tanto da situação da
arbitragem no âmbito da FGR. O dantes possível estarei em contato com suas
autoridades para mostrar-lhes o plano que a CBRu tem para desenvolver a
arbitragem em Brasil.
MT - Já se está trabalhando num Plano de Alto Rendimento
para a arbitragem também, que irá da mão com o Alto Rendimento do Jogo. Minha idéia
é que quanta mais gente participe em sua preparação, a mais gente
abarcará o mesmo. Uma vez que se apresente ao Conselho Diretivo da CBRu e seja
aprovado, se comunicará às Federações Estaduais.
ME - Como
o senhor recebeu o convite para ser gerente de arbitragem da CBRU?
MT - A CBRu comportou-se em forma muito
profissional neste ponto. Chamou a Concurso de antecedentes, sei que se
apresentaram muitos candidatos interessantes, e finalmente, se decidiram por
mim. É um bom momento para agradecer a confiança depositada em mim
por parte do Conselho da CBRu. Espero estar à altura das circunstâncias.
O Música no Esporte desde já
deseja muito sucesso no seu trabalho e agradecemos ao senhor e a assessoria de
comunicação da CBRu na pessoa da Andressa Rufino que muito gentilmente nos atendeu,
gratos.

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