quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Formula 1- em Santa Catarina


Santa Catarina pode levar o GP do Brasil
O governo de Santa Catarina está próximo de fechar um acordo para levar o Grande Prêmio Brasil de F-1 para o estado a partir de 2015, colocando um fim ao evento em São Paulo, no Autódromo de Interlagos, depois de mais de 20 anos de presença no calendário da categoria. A negociação está próxima de um acerto, de acordo com fontes próximas à Formula 1 Management (FOM).Com uma pista elaborada por Hermann Tilke, o mesmo que projetou os circuitos de Bahrein e Abu Dabi, o governo do estado pretende incrementar o turismo da região, atraindo torcedores de automobilismo também da Argentina, país que desde 1998 não conta com uma etapa da F-1.Durante a última corrida em São Paulo, no final do ano passado, o presidente da FOM, Bernie Ecclestone, debateu o assunto com o ex-prefeito Gilberto Kassab e principalmente com o prefeito que acabava de ser eleito, Fernando Haddad. Mas não houve resultados práticos e as verbas para a modernização de Interlagos não foram incluídas no orçamento da Prefeitura.A alternativa seria um autódromo que ainda terá de ser construído dentro do parque de diversões Beto Carrero World, em Penha, Santa Catarina. A ideia ganhou força na FOM depois que o próprio Ecclestone foi levado ao local por Alex Murad, proprietário do empreendimento e filho de Beto Carrero.Uma decisão final ainda não foi tomada pela FOM. Mas a paciência de Ecclestone com a Prefeitura de São Paulo já estaria se esgotando diante da falta de um plano concreto para financiar uma ampla reforma de Interlagos. A cúpula da F-1 estima que a prefeitura teria de gastar US$ 120 milhões pelas obras que colocariam a cidade dentro dos padrões internacionais.A reforma de Interlagos é uma velha disputa entre a Prefeitura e a Fórmula 1. No primeiro semestre de 2012, um projeto foi elaborado e entregue a Ecclestone, que o aprovou e assegurou que a cidade permaneceria no calendário até 2022 se as obras fossem realizadas. Naquele momento, Kassab indicou aos organizadores da F-1 que garantiria que as obras seriam feitas. Mas alertou que a decisão teria de ser ratificada pelo seu sucessor.A vice-prefeita Nádia Campeão foi incumbida da negociação para renovação do contrato com a FOM por Haddad. Segundo Marcelo Rehder, presidente da SPTuris, a reforma de Interlagos está condicionada à renovação. O item principal das obras consiste na construção de boxes na reta oposta. Rehder afirma que o custo se situa entre R$ 120 milhões e R$ 140 milhões. "É quase mínima a possibilidade de que São Paulo perca a Fórmula 1".Além de Santa Catarina, pelo menos cinco cidades pelo mundo aguardam na fila caso o Brasil não tenha mais condições de receber a corrida a partir de 2015.Flexibilidade. Murad espera que até março a FOM se manifeste sobre a aprovação ou não de seu projeto para a Fórmula 1 mas garante que, aprovado ou não, o autódromo - sonho de seu pai - será construído. O empresário diz que não é sua intenção substituir o GP em Interlagos e acredita que é possível a coexistência.Como argumento para convencer a FOM, Murad apresenta, além do projeto de Tilke, eventos bem sucedidos no kart e no motocross além do apoio dos políticos locais. O empresário oferece a possibilidade de construção de um hotel temático, além da proximidade da praia. / COLABOROU VALÉRIA ZUKERAN
Fonte: www.estadao.com.br

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