Em quanto tempo me recupero?
A recuperação depende da capacidade do corpo em reagir aos exercícios
O ser humano é assim mesmo: bons momentos parecem passar rápido, maus momentos parecem durar uma eternidade. Após uma lesão, seja traumato-ortopédica, seja neurológica, a ânsia natural em restabelecer as funções afetadas e eliminar a dor fazem o subsequente
processo de recuperação e reabilitação parecer interminável. De fato, algumas lesões convencionais e de menor porte permitem estabelecer desde o início um prognóstico aproximado com grandes possibilidades de se revelar certeiro. Outras lesões, com natureza, gravidade e extensão mais intensos, dificultam esta estimativa, ainda mais que as características físicas intrínsecas do paciente passam desempenhar um papel importante.
processo de recuperação e reabilitação parecer interminável. De fato, algumas lesões convencionais e de menor porte permitem estabelecer desde o início um prognóstico aproximado com grandes possibilidades de se revelar certeiro. Outras lesões, com natureza, gravidade e extensão mais intensos, dificultam esta estimativa, ainda mais que as características físicas intrínsecas do paciente passam desempenhar um papel importante.
Que elementos ou tópicos condicionam o processo de reabilitação? Em primeiro lugar, os métodos e técnicas apropriadas para aquela lesão, considerando sua natureza, extensão e gravidade. Tudo isto e ainda o tópico mais importante – as características do paciente ao qual serão aplicados estes métodos e técnicas. As faixas etárias extremas (muito jovem ou muito idoso) são mais suscetíveis à reabilitação. O adolescente e o adulto jovem ou maduro possuem uma psique mais jovial e uma capacidade de resposta muito superior. O limiar da dor ou do
desconforto desempenha um papel importante, assim como o grau de inatividade. Um limiar da dor baixo tanto amplifica a verdadeira intensidade da dor como também exagera os efeitos e sensações posteriores ao tratamento. Dor aqui deve ser entendida também na dimensão
emocional ou psíquica – depressão, inconformidade com o evento que provocou a lesão sendo tratada, a própria rejeição à lesão, a ansiedade em retornar à vida normal prévia, a saturação do estado emocional em consequência do frequente contato com o tratamento reabilitatório muitas vezes desconfortável e cansativo, a preocupação com os custos do tratamento.
desconforto desempenha um papel importante, assim como o grau de inatividade. Um limiar da dor baixo tanto amplifica a verdadeira intensidade da dor como também exagera os efeitos e sensações posteriores ao tratamento. Dor aqui deve ser entendida também na dimensão
emocional ou psíquica – depressão, inconformidade com o evento que provocou a lesão sendo tratada, a própria rejeição à lesão, a ansiedade em retornar à vida normal prévia, a saturação do estado emocional em consequência do frequente contato com o tratamento reabilitatório muitas vezes desconfortável e cansativo, a preocupação com os custos do tratamento.
Pronto! Já temos os elementos que atuam favorável e desfavoravelmente na eficácia do processo de reabilitação. Como combiná-los para a maior eficácia e velocidade da reabilitação? Cabe ao profissional responsável pela reabilitação ou aquele que seja o gestor do processo, isto
é, gerenciando e coordenando o conjunto de tratamentos (pessoa muito necessária em casos graves e complexos), atuar como um regente de orquestra selecionando métodos e técnicas, frequência semanal, duração da sessão, pitadas de atividades prazerosas, estímulos emocionais. O tratamento na água, com sua conotação prazerosa e a possibilidade de interação com outros pacientes e o convívio social, assume papel relevante neste processo de transformar os “maus” momentos em bons. Importante é estabelecer metas e objetivos em conjunto com o paciente, domando suas ansiedades e focando os pontos e metas mais desejados ou prioritários para o paciente, que não coincidem sempre com o do profissional.
é, gerenciando e coordenando o conjunto de tratamentos (pessoa muito necessária em casos graves e complexos), atuar como um regente de orquestra selecionando métodos e técnicas, frequência semanal, duração da sessão, pitadas de atividades prazerosas, estímulos emocionais. O tratamento na água, com sua conotação prazerosa e a possibilidade de interação com outros pacientes e o convívio social, assume papel relevante neste processo de transformar os “maus” momentos em bons. Importante é estabelecer metas e objetivos em conjunto com o paciente, domando suas ansiedades e focando os pontos e metas mais desejados ou prioritários para o paciente, que não coincidem sempre com o do profissional.
Surgem assim circunstâncias onde uma determinada etapa do tratamento é atingida mais rapidamente não pelo enfoque do profissional, porém pelo enfoque do paciente. Digamos que numa lesão grave a meta do profissional fosse inicialmente tirar o paciente da cadeira de rodas, treinar alguma marcha independente para finalmente permitir-lhe alguma autonomia para ir ao supermercado ou ao cinema ou ao bar. Por outro lado, pode muito bem suceder que o paciente valorize o acesso o mais breve possível ao convívio social, mesmo em cadeira de rodas, e numa primeira etapa priorize o treino de manipulação da cadeira. Se o paciente fosse obrigado a seguir o enfoque do profissional, a recuperação estaria durando uma eternidade. A saída imediata à rua, com cadeira, coletor de urina e toda a parafernália, poderia significar para ele uma recuperação acelerada e tudo o que viria depois, apenas uns complementozinhos... Como teorizou há um século um dos grandes cientistas, o tempo é relativo.
Na próxima coluna: como devo me organizar para a etapa de reabilitação.
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